O melhor do Brasil é o brasileiro. E o pior também!
Recentemente deu na imprensa que o famigerado “10%” que pagamos nos restaurantes, a título de gorjeta pro garçom, na verdade é retido no todo ou em parte pelos donos de estabelecimentos.
Diante de mais essa singeleza do brasileiro (que não é culpa do Sarney!), lá vêm os legisladores em socorro com uma lei regulamentando a matéria…
Ok. Há leis até mais esquisitas que essa, outras até imorais, mas o fato é outro. O que em outros lugares é resolvido da maneira mais simples possível, no Brasil – afinal, o melhor do Brasil é o brasileiro – precisa de regulamentação. Agora vão ser necessários fiscais para os restaurantes, e por aí vai.
Mas estou dizendo tudo isso porque hoje eu estava lendo o Diário Oficial do município de Natal e vi lá essa lei:
LEI Nº 5.937,DE 09 DE JULHO DE 2009
Dispõe sobre a preparação de comidas típicas do Rio Grande do Norte que integram o Patrimônio Imaterial do Estado e dá outras providências.
A PREFEITA DO MUNICÍPIO DE NATAL,
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º – Fica instituída, no âmbito da Secretaria de Turismo do Município de Natal, a Habilitação para preparar e comercializar as Comidas Regionais do rio Grande do Norte que integram o Patrimônio Imaterial do Estado. Art. 2º – Todo preparador de qualquer uma das iguarias que integram o rol de comidas que receberam o grau de Patrimônio Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte, concedido pelo Ministério da Cultura, deverão possuir habilitação para preparar, manipular e comercializar estes produtos; (…)
Vocês sabem o que isso significa?
QUE A MINHA PAÇOCA POTIGUAR CORRE O RISCO DE SER CONFISCADA!

Peraí, deixa eu ver se entendi. Jornalista não precisa habilitação, mas paçoqueiro sim?
A coisa é por aí.